África do Sul
Características Sociais
-> Possui 59,31 milhões de habitantes (dados de 2020), sua capital legislativa é Cidade do Cabo, a executiva é Pretória, e a judiciária é Bloemfontein.
-> Localiza-se no extremo sul do continente africano, é banhada por dois oceanos, o Índico e o Atlântico. Sua moeda oficial é o Rand (1 rand = 0,33 real brasileiro), e o nome oficial é República da África do Sul.
-> Em relação a biodiversidade é bastante diversificada, com muitas espécies de mamíferos e plantas. Possui planaltos com desertos e savanas, e também cordilheiras. Seu índice de desenvolvimento humano é de 0,709 (dados de 2019).
-> Os idiomas oficiais conhecidos são africâner e inglês, mas o país ainda tem outros onze oficiais, reconhecidos por sua Constituição.
-> Atualmente, um dos grandes problemas enfrentados, tanto pela população, quanto por suas autoridades, é o crime. Segundo dados apresentados pelas Nações Unidas, o país é o primeiro no ranking de assassinatos com armas de fogo. Essa insegurança fez com que os condomínios fechados surgissem na África do Sul.
-> A cultura sul-africana é extremamente variada, visto que o país não tem uma configuração única, até porque existe uma enorme diversidade étnica. Por esse motivo ocorre uma distinção nas regiões do país quanto aos hábitos alimentares, música, dança, entre outros elementos culturais.
-> A população do país é bastante heterogênea, sendo constituída por diversos grupos étnicos, de modo que: 70% são autóctones (zulus 20,5%, chosas 18%, pedis 9%, sotos 7%, tsuanas 6%, tsongas 3,5%, suazis 2%, nedebeles 2% e vendas 2%), europeus 12% (holandeses, alemães, franceses e ingleses), euroafricanos 13%, indianos 3% e outros 2%.
-> No que se refere à prática religiosa, 66,4% da população segue o cristianismo (reformistas católicos, metodistas, anglicanos, luteranos), 1,3 % hinduísmo, 1,1% islamismo, 0,2% sem filiação e 29,8% outras religiões.
Características Políticas
-> A África do Sul é uma república parlamentarista, tendo como presidente em exercício, Cyril Ramaphosa.
-> A história do país é marcada pelo rígido regime de segregação racial,denominado Apartheid, onde a sociedade da África do Sul era separada em brancos e negros. Apenas em 1990, esse sistema começa a se desmanchar, sob o governo de Frederik Willem de Klerk, libertando Nelson Mandela, líder político preso por lutar contra a opressão racial imposta pelo regime ,o qual também exerceu importante papel no partido CNA (Congresso Nacional Africano) o qual foi legalizado no país, assim como outros antiapartheid.
-> Os passos seguintes em rumo a união nacional são dados em 1991, com a abertura das negociações entre os representantes de todas as comunidades para que fosse elaborada uma nova Constituição, dessa vez democrática.
-> Em 1993, um dos principais líderes do movimento negro da África do Sul, Chris Hani, morre vítima de dois tiros, em sua própria residência, fato tragédico que acabou por acelera o fim do apartheid no país.
-> Em abril de 1994, são realizadas as primeiras eleições multirraciais da história sul-africana. O partido de Nelson Mandela(CNA), ganha as eleições, formando um governo de unidade nacional, tornando-se o primeiro presidente negro do país.
Características Econômicas
-> Apresentando renda média, é considerado pelo Banco Mundial um mercado emergente. Sua base econômica está no setor primário, praticando principalmente a exploração de minerais, sendo um importante produtor mundial de ouro, manganês, platina, entre outros.
-> O país também está entre os 10 maiores produtores de diamantes no mundo. Sua agricultura é bastante diversificada, apresentando cultivos tanto de países frios como de tropicais. Sua produção é composta por: cana de açúcar, milho, uva, laranja, batata, trigo, soja, etc.
-> O setor turístico, em especial o ecoturismo , é um dos mais importantes para a economia da África do Sul, sendo que em 2018 foi o trigésimo sexto país mais visitado no mundo. Esse setor, em geral, representa entre 1% a 3% do seu PIB , suportando mais de 10% dos postos de trabalho no país.
Características Físicas de Mercado
° ESTRUTURAS REGULADORAS DA SEGURANÇA SANITÁRIA DOS ALIMENTOS AO NÍVEL NACIONAL E REGIONAL DA SADC.
-> Uma avaliação de necessidades feita na Região da SADC em 2006 identificou, entre outras coisas, que os sistemas de controle de gestão de segurança sanitária dos alimentos e as políticas de gestão da segurança sanitária dos alimentos são fracas e mal coordenadas, especialmente quando vários departamentos do governo estão envolvidos.
-> Mais recentemente, numa Assembleia Regional das Partes Interessadas na gestão da segurança sanitária dos alimentos – realizada em Gaborone, Botswana, entre 10-13 de agosto de 2009, sob os auspícios do Projeto, os Estados Membros da SADC advogaram o desenvolvimento de diretrizes relevantes comuns na legislação/padrões de gestão da saúde das plantas, saúde dos animais e segurança sanitária dos produtos alimentares.
-> Este documento apresenta uma resposta do Projeto ao fornecimento de apoio técnico ao Secretariado da SADC e aos Estados Membros para a Elaboração das Diretrizes Regionais de Gestão da Segurança Sanitária dos Alimentos.
° DIRETRIZES REGIONAIS PARA GESTÃO DA SEGURANÇA SANITÁRIA DOS ALIMENTOS
-> A gestão da segurança sanitária dos alimentos está-se a tornar um desafio global cada vez maior, por causa do impacto que tem na saúde pública assim como as suas implicações económicas e políticas. A gestão da segurança sanitária dos alimentos já não é considerada apenas como uma entidade nacional ou como a responsabilidade de um único ministério. Envolve agora as agências governamentais relevantes, a indústria, as universidades, os pesquisadores e representantes dos consumidores, assim como outras partes interessadas ao longo do contínuo da produção de alimentos.
-> As diretrizes regionais da segurança sanitária dos alimentos fornecem uma estrutura para assistir a região e os Estados Membros no desenvolvimento e operação dos sistemas regionais e nacionais de gestão da segurança sanitária dos alimentos. Tais sistemas destinam-se a assegurar que os requisitos para os alimentos e os sistemas associados de produção alcancem, ou contribuam, para a realização da proteção da saúde dos consumidores, assegurando práticas equitativas no comércio de alimentos.
-> A estrutura da segurança sanitária dos alimentos deve ter reconhecimento ao nível político mais alto da região, ou nos Estados Membros, na forma de uma política de gestão da segurança sanitária dos alimentos. Esta política de gestão da segurança sanitária dos alimentos deve dar direção a todas as partes interessadas no estabelecimento e implementação das medidas de gestão da segurança sanitária dos alimentos, através de esforços cooperativos para proteger a saúde humana. A política deve também abordar a gestão da segurança sanitária dos alimentos ao longo do contínuo total da produção de alimentos e requer a colaboração e cooperação de múltiplas agências e disciplinas múltiplas, envolvendo as agências governamentais relevantes, indústrias alimentícias, consumidores, a comunidade científica e outros. A política deve também recomendar, claramente, uma abordagem científica na gestão da segurança sanitária dos alimentos e a aplicação do sistema de gestão da segurança sanitária dos alimentos de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo (HACCP), na produção de produtos alimentares.
* RISCOS:
-> Precariedade: o país vem passando por momentos de escassez de fornecimento de energia, à medida que isso vira uma grande crise energética. Segundo o economista agrícola e economista-chefe da Câmara de Negócios Agrícolas da África do Sul Wandile Sihlobo, essa ação de corte de energia é uma preocupação para a economia na África do Sul.
-> Falta de infraestrutura para empreendedores: a infraestrutura logística do país não é muito funcional: para o setor agroalimentar, por exemplo, as áreas rurais ficam muito longe dos centros urbanos, dificultando o transporte de mercadorias para a área consumidora.
-> Burocracia: as empresas novas ou pequenas estão em desvantagem em relação às mais velhas e consolidadas, porque estas conseguem acordos melhores com o governo, e têm mais facilidade na redução de impostos e burocracia.
-> Pobreza e desigualdade social: Cerca de 34% das famílias africanas vivem abaixo da linha de pobreza de US$ 1,90 por dia. E 40% da riqueza total pertence a cerca de 0.1% da população do continente. A média salarial na África do Sul atualmente é de 3.400 Rands (moeda local) mensais, considerando a carga horária é de 40 horas semanais. A remuneração é equivalente a cerca de R$ 1.178,27 por mês (ou US$ 233,24).
-> Investimentos: É um país considerado de baixo risco em relação a investimentos, classificado como BB+ (estável) pela empresa de análise de riscos Fitch e como BB- (também estável) pela S&P.
-> Pandemia COVID-19: efeitos no setor da economia: De acordo com dados, a produção econômica da África do Sul despencou 51% no segundo trimestre de 2020, já que um lockdown rígido para conter a propagação do coronavÍrus paralisou a maior parte da atividade do país.
O PIB real encolheu 8,2% em 2020, após o declínio de setores como o de construção, transporte e comunicação, bem como o setor de manufatura e mineração.
Como medida para ajudar relativamente a economia do país, o Banco Central da África do Sul baixou a taxa básica de juros em um total de 300 pontos base em 2020, de 6,5% para 3,5%, oferecendo um apoio para empresas e famílias afetadas pela pandemia.
-> Fatores de risco: Os indicadores sociais permanecerão fracos, por conta dos efeitos graves gerados pela pandemia do COVID-19, além do país apresentar baixo nível de desenvolvimento humano, dificultando ainda mais sua “recuperação”, frente ao ocorrido. Cerca de 2,6 milhões de pessoas perderam seus empregos desde março de 2020, elevando a taxa de desemprego para 30,8% em setembro de 2020, de 23,3% em dezembro de 2019.
* OPORTUNIDADES:
-> A África do Sul é um país que cada vez mais aumenta seu número de adeptos ao veganismo, segundo levantamentos da UberEats (uma das maiores plataformas de venda e entrega de refeições e alimentos online do mundo), o país é um dos destaques mundiais de compra de alimentos veganos e vegetarianos, ocupa o quinto lugar das vendas de produtos veganos do aplicativo. Além disso, pesquisas de mercado apontam que a África do Sul é o país africano em que mais cresce o veganismo, é o que mais tem adeptos desse estilo de vida em todo o continente e ocupa o 23º lugar nos rankings mundiais.
-> Cada vez mais as opções veganas vem ganhando espaço nos cardápios sul africanos, e as cidades onde são mais fáceis de encontrá-las são Stellenbosch, Randburg, Cidade do Cabo, Sandton e Porto Elizabeth, o que as torna boas oportunidades para empreender no veganismo.


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